Sexta, 19 de Junho de 2026
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Direitos Humanos Impacto Social

Famílias ribeirinhas da Serra da Mesa recebem capacitação para produzir alimentos e gerar renda com agroecologia

Projeto em Uruaçu recebe apoio da Equatorial Goiás para ensinar cultivo sustentável, preservação do Cerrado e técnicas de comercialização para moradores em situação de vulnerabilidade social

19/06/2026 13h48
Por: Redação Fonte: FatoMais Comunicação
Projeto em Uruaçu recebe apoio da Equatorial Goiás para ensinar cultivo sustentável, preservação do Cerrado e técnicas de comercialização para moradores em situação de vulnerabilidade social / Divulgação Equatorial Goiás
Projeto em Uruaçu recebe apoio da Equatorial Goiás para ensinar cultivo sustentável, preservação do Cerrado e técnicas de comercialização para moradores em situação de vulnerabilidade social / Divulgação Equatorial Goiás

Goiânia, 19 de junho de 2026 - Famílias ribeirinhas que vivem às margens do Lago da Serra da Mesa, no norte de Goiás, começarão a receber capacitação para produzir alimentos de forma sustentável e gerar renda por meio da agroecologia. O projeto “Um Olhar para o Cerrado”, que será lançado no próximo domingo, dia 21 de junho, em Uruaçu, vai beneficiar inicialmente cerca de 40 famílias em situação de vulnerabilidade social e alimentar.

A iniciativa é realizada pela organização social Luta pela Vida e foi selecionada na segunda edição do Edital Diálogos Equatorial, programa do Instituto Equatorial voltado ao financiamento de projetos sociais nas áreas de educação, sustentabilidade, empreendedorismo e empregabilidade.

Ao longo de aproximadamente sete meses, os participantes terão aulas práticas e teóricas sobre cultivo de hortaliças, manejo agroecológico, preservação ambiental e aproveitamento de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs), como taioba e jurubeba. O curso vai ensinar desde a germinação das sementes, ao uso consciente de fitossanitários e insumos orgânicos até técnicas de conservação, armazenamento e comercialização da produção.

O projeto será desenvolvido em uma região marcada pelo crescimento do turismo e pela ocupação no entorno do lago, considerado o maior reservatório artificial do Brasil em volume de água para geração de energia. Segundo os organizadores, muitas famílias vivem em situação de vulnerabilidade mesmo às margens de um dos maiores patrimônios hídricos do Estado.

“Percebemos uma ocupação desordenada da região e, ao mesmo tempo, a ausência de iniciativas voltadas à organização da produção de alimentos. Entendemos que poderíamos contribuir para fortalecer essas comunidades por meio da agroecologia e da educação ambiental”, afirma a presidente da organização Luta pela Vida, Liliane da Silva.

Além da produção agrícola, os participantes também receberão orientações sobre educação ambiental, conservação do Cerrado, cidadania e uso responsável da água e do solo. A expectativa é que, ao final da formação, as famílias possam comercializar os alimentos em feiras locais e até fornecer produtos para programas de alimentação escolar.

A executiva de sustentabilidade do Instituto Equatorial, Janaína Ali, destaca que o Edital Diálogos busca apoiar iniciativas com potencial de transformação social nas comunidades onde o grupo atua. “Queremos incentivar projetos que promovam autonomia, conscientização ambiental e melhoria da qualidade de vida das populações atendidas”, afirma.

Quem é a Luta pela Vida?

Fundada em 2019 em Uruaçu, a ONG nasceu para desenvolver ações de promoção da vida e enfrentar desafios relacionados à vulnerabilidade, abordando também questões como insegurança alimentar. As primeiras ações incluíram aulas de violino e violoncelo para crianças e adolescentes, cursos de cidadania e valores, produção de queijo e outros produtos artesanais, além de distribuição de sopas para famílias carentes.

Em 2023, surgiu o projeto Um Olhar para o Cerrado, inicialmente focado no ensino de cultivo de hortaliças para famílias da periferia urbana. Agora, a iniciativa amplia seu alcance para as comunidades ribeirinhas da Serra da Mesa.

Além da agroecologia, o projeto busca resgatar a cultura tradicional e a dignidade das comunidades atendidas. "É um povo muito sofrido, que não tem tanto recurso e, apesar de viver às margens de um grande lago, muitas vezes não tem água para beber ou não sabe usá-la de forma adequada. Trabalhamos a conscientização sobre o uso do solo e da água, com reflexão sobre emoções, atitudes e comportamentos, para evitar desperdícios", comenta a coordenadora de projetos da organização, Eliane Maria Ribeiro.

Sobre o Instituto Equatorial

O Instituto Equatorial é a estratégia social do Grupo Equatorial que atua na promoção do desenvolvimento social por meio de projetos voltados à educação, geração de renda e fortalecimento de comunidades nos estados onde o grupo está presente.

Por meio do Edital Diálogos, o Instituto investiu desde a primeira edição cerca de R$ 7 milhões, nos estados onde o Grupo Equatorial atua. Só na primeira edição, o programa impactou mais de 107 mil pessoas em sete estados brasileiros: Maranhão, Pará, Piauí, Alagoas, Goiás, Amapá e Rio Grande do Sul.

Sobre a Equatorial Goiás

A Equatorial Goiás é uma empresa que pertence ao Grupo Equatorial, uma holding brasileira do setor de utilities, sendo o 3º maior grupo de distribuição de energia do País, com 7 concessionárias que atendem mais de 56 milhões de pessoas. Somente em Goiás são cerca de 3,5 milhões de unidades consumidoras atendidas, localizadas em 237 municípios do Estado e abrangendo 98,7% do território estadual, com cobertura de uma área de 336.871 km².

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