O inverno começou oficialmente às 5h25 deste domingo (21) e deve trazer um cenário de atenção para Goiás. De acordo com o informativo divulgado pelo Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), a estação será marcada por temperaturas acima da média, baixos índices de umidade do ar, aumento das queimadas e piora na qualidade do ar em todo o estado.
A nova estação segue até o dia 22 de setembro, quando terá início a primavera. Em Goiás, o inverno compreende principalmente os meses de julho, agosto e setembro, período historicamente conhecido pela escassez de chuvas e pela intensificação da seca. Segundo o Cimehgo, essa é a época menos chuvosa do ano e também a que registra os menores índices de umidade relativa do ar, especialmente durante as tardes.
Entre os fenômenos típicos da estação estão a formação de nevoeiros, popularmente conhecidos como neblina, que podem reduzir a visibilidade nas primeiras horas da manhã, além da ocorrência de névoa seca, causada pela mistura de ar com partículas de poluição, deixando o horizonte mais opaco e embaçado.
Outro fator que preocupa os meteorologistas é a baixa umidade do ar. Conforme o informativo, os índices podem chegar a apenas 10% em algumas regiões durante o período da tarde, situação considerada de alerta para a saúde da população.
O Cimehgo também destaca que a vegetação mais seca favorece o aumento dos focos de incêndio. Com isso, a tendência é de crescimento no número de queimadas, o que contribui para a emissão de fumaça e para a piora dos índices de qualidade do ar, trazendo riscos tanto para pessoas quanto para animais.
Segundo o órgão, a atuação do fenômeno El Niño exige atenção especial para o planejamento agrícola e para a gestão dos recursos hídricos no estado. A expectativa é de uma estiagem prolongada, associada a períodos de calor intenso nos próximos meses.
Para o trimestre de julho a setembro, a previsão aponta chuvas dentro da média climatológica — tradicionalmente baixa nesta época do ano —, temperaturas máximas acima da média histórica, redução dos níveis dos mananciais e diminuição das vazões dos rios e córregos goianos.
Diante do cenário, especialistas recomendam reforçar a hidratação, evitar atividades físicas nos horários mais quentes do dia, utilizar umidificadores ou recipientes com água em ambientes fechados e redobrar os cuidados para prevenir queimadas, principalmente em áreas rurais e de vegetação nativa.
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