Hoje, Maria Elisa voltou a fazer aquilo que deveria ser a única preocupação de qualquer criança: brincar, estudar, aprender e sonhar. Há pouco tempo, porém, a rotina dela e da família era marcada por consultas, exames e pelo tratamento contra o câncer. Curada, ela representa uma das centenas de histórias que passaram pelos corredores do Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (Cora) no primeiro ano de funcionamento da unidade.
A realidade da oncologia infantil no Brasil ainda impõe grandes desafios. Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indicam que o país deve registrar cerca de 7,5 mil novos casos de câncer em crianças e adolescentes de 0 a 19 anos por ano. Em Goiás, a estimativa é de aproximadamente 230 novos diagnósticos anuais, números que reforçam a importância de uma estrutura especializada voltada para esse público.
Há um ano, o Cora começou a mudar essa realidade no Estado. Famílias que antes precisavam sair de Goiás em busca de tratamento passaram a contar com uma unidade de alta complexidade, com tecnologia, atendimento especializado e uma equipe multiprofissional preparada para acompanhar crianças e adolescentes durante toda a jornada do tratamento.
“Quando recebemos o diagnóstico, parecia que o chão tinha desaparecido. A gente não sabia como seria o dia seguinte. No Cora, encontramos profissionais que nos trataram com carinho, explicaram cada etapa e estiveram ao nosso lado em todos os momentos. Hoje, ver minha filha curada, brincando e vivendo a infância dela novamente é um sentimento que eu não consigo colocar em palavras”, lembra a mãe de Maria Elisa.
Em seu primeiro ano de funcionamento, o Cora acolheu 420 novos pacientes e realizou mais de 20 mil atendimentos. Foram mais de 5,4 mil consultas médicas, 8,3 mil atendimentos multiprofissionais, mais de 2 mil sessões de quimioterapia e mais de 1,4 mil procedimentos cirúrgicos. O hospital também realizou os primeiros transplantes de medula óssea pediátricos da história de Goiás, permitindo que crianças passassem pelo procedimento sem precisar deixar o Estado.
Para o governador Daniel Vilela, o primeiro ano da unidade demonstra o impacto de um serviço pensado para garantir tratamento de excelência e proximidade das famílias.
“O Cora representa uma mudança na vida de muitas famílias goianas. Quando uma criança consegue fazer um tratamento tão delicado perto de casa, ao lado dos pais e de quem ama, existe um cuidado que vai além da medicina. Nosso compromisso é continuar fortalecendo uma saúde pública cada vez mais preparada e acessível”, afirma o governador.
A deputada federal Flávia Morais, que tem atuação voltada à defesa dos pacientes com doenças raras e ao fortalecimento das políticas públicas de saúde, destaca que o atendimento humanizado também é parte essencial do tratamento.
“Uma criança com câncer precisa de remédios, tecnologia e de uma equipe preparada, mas também precisa de acolhimento. E esse cuidado se estende aos pais, que vivem cada etapa dessa luta. O Cora representa um avanço importante para Goiás porque reúne estrutura, profissionais qualificados e um olhar humano para cada história”, destaca a deputada federal Flávia Morais.
Com 60 leitos pediátricos, centro de reabilitação robótica e equipamentos de última geração, o hospital chega ao primeiro aniversário consolidado como uma referência na oncologia infantil em Goiás.
Mas o impacto do Cora não está apenas nos números. Ele aparece na rotina de famílias como a de Maria Elisa. Depois de enfrentar o câncer, ela voltou a fazer aquilo que toda criança deveria ter como única preocupação: brincar, estudar, descobrir o mundo e sonhar.
Para a mãe, o maior resultado dessa caminhada não está nos relatórios ou nas estatísticas, mas no dia em que ouviu a notícia mais esperada durante todo o tratamento: a cura da filha.
“Hoje eu vejo a Maria Elisa sorrindo, brincando e fazendo planos, e isso não tem preço. O Cora fez parte da nossa vitória. Nós vamos guardar para sempre a gratidão por cada profissional que esteve ao nosso lado nos dias mais difíceis das nossas vidas”, comenta a mãe de Mãe.
Um ano depois da inauguração, o Cora deixa um legado que pode ser visto muito além dos corredores do hospital: no retorno das crianças à escola, nas brincadeiras retomadas e nas famílias que puderam voltar a planejar o futuro.




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