Sexta, 12 de Junho de 2026
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Saúde Voluntariado

Voluntariado no Einstein em Goiânia contribui com formação humanizada de estudantes e profissionais de saúde

Atuação vai além da técnica e sensibiliza a experiência de pacientes, familiares e futuros profissionais em oferecer um cuidado mais humano

28/05/2026 15h37
Por: Redação
Divulgação
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Com o programa de voluntariado ativo no Einstein em Goiânia desde o ano passado, um perfil de voluntários tem se destacado: estudantes e profissionais de saúde que escolhem atuar além de suas funções técnicas, vivenciando uma experiência transformadora. Em um ambiente marcado por alta complexidade e ritmo intenso, essa vivência cria uma ponte entre conhecimento e sensibilidade, contribuindo para uma formação mais completa e para um cuidado mais humano.

Mais do que um apoio complementar, a presença de voluntários com formação ou em formação na área da saúde agrega valor direto à jornada do paciente. Ao mesmo tempo em que oferecem acolhimento, escuta e presença, esses voluntários desenvolvem competências essenciais que nem sempre são ensinadas em sala de aula, como empatia, comunicação efetiva e compreensão das dimensões emocionais do cuidado.

Para Telma Sobolh, presidente do Voluntariado Einstein, essa troca é um dos maiores ganhos do programa. “Quando estudantes e profissionais se colocam nesse lugar do voluntariado, eles ampliam o olhar sobre o cuidado. Não se trata apenas de técnica, mas de entender o paciente como um todo. E isso retorna em forma de profissionais mais preparados, sensíveis e conscientes do seu papel”, afirma.

Nesse contexto, o voluntariado se torna uma extensão prática da formação em saúde. “Estudantes têm a oportunidade de vivenciar, na prática, situações reais de acolhimento, apoio emocional e interação com pacientes e familiares, sempre respeitando limites éticos e técnicos. Essa experiência contribui diretamente para o desenvolvimento de habilidades comportamentais fundamentais, como escuta ativa, trabalho em equipe e inteligência emocional”, acrescenta Telma.

A estudante de Medicina e voluntária no Einstein em Goiânia, Carol Gioia, destaca que foi justamente a busca por esse olhar mais humano que a levou ao voluntariado. “Percebi que, muitas vezes, o cuidado pode se tornar técnico demais e distante. Eu queria estar presente de verdade, oferecer algo simples, mas significativo. E essa vivência tem sido transformadora, tanto para quem recebe quanto para quem doa”, relata.

No dia a dia hospitalar, essa atuação se traduz em impactos concretos. Voluntários acompanham pacientes desde a recepção, orientam, acolhem e ajudam a tornar o ambiente mais leve. Pequenos gestos, como uma conversa, um olhar atento ou a oferta de atividades simples, contribuem para reduzir a ansiedade e o sofrimento, criando uma experiência mais acolhedora em momentos de vulnerabilidade.

Ao mesmo tempo, para os estudantes e profissionais envolvidos, cada interação se torna uma oportunidade de aprendizado. Situações de fragilidade emocional, por exemplo, ensinam que nem sempre o cuidado está em respostas prontas, mas na capacidade de estar presente. Carol relembra o atendimento a uma paciente em crise de ansiedade diante da internação da mãe. “Entendemos que não era hora de explicar, mas de acolher. Ficamos ali, oferecendo escuta e presença. Isso mudou completamente a forma como vejo o cuidado”, conta.

Essa troca contínua evidencia um dos principais ganhos do voluntariado: enquanto pacientes e familiares recebem mais acolhimento e atenção, estudantes e profissionais desenvolvem uma prática mais humana e integrada. “O resultado é um ciclo virtuoso, que fortalece vínculos, melhora a experiência assistencial e contribui para a formação de profissionais mais completos”, acrescenta Telma Sobolh, presidente do Voluntariado Einstein.

Como ser voluntário Einstein

Para participar do processo seletivo, os interessados devem se inscrever pelo site do Voluntariado, na aba “Seja Voluntário”, disponível em: https://voluntarios.einstein.br/seja-voluntario/. Após a realização da inscrição, o perfil da pessoa é avaliado por uma equipe do Voluntariado. Caso esteja dentro das especificações necessárias, o candidato é acionado e passa por treinamento para então começar a atuar na unidade desejada.

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